laudo de corte de custo · ailicita sentinela

Iguaraçu/PR

Onde este ente gasta acima do que municípios comparáveis gastam — e o que fazer a respeito. População de referência: 5.693 habitantes.

Diferença acima da mediana dos pares não é irregularidade: é onde olhar primeiro. A conclusão cabe à análise humana, com o contexto que só o ente tem. É indício estatístico sobre dados públicos — não acusação. Método na metodologia.

o que foi medido
despesa acima da mediana dos pares
R$ 782,3 mil
R$ 782.275,00
sobrepreço mensurável em itens comprados
R$ 259,8 mil
R$ 259.790,00
acima do teto legal de medicamento
R$ 7,8 mil
R$ 7.779,59

Estes números medem recortes SOBREPOSTOS da mesma despesa (o item comprado está dentro da despesa liquidada) e por isso NÃO devem ser somados entre si.

compras: últimos 24 meses (PNCP, desde 2021) · despesa: último exercício declarado (SICONFI)

45,1%dos itens deste ente têm comparação possível

2.523 de 5.600 itens (últimos 24 meses), comparados por código de catálogo e par por descriçãoa medição cobre uma fatia representativa das compras deste ente. O que não tem comparação não vira zero: fica de fora da conta e é declarado aqui. cobertura por fonte · como medimos

Dentro dessa fatia, 96 itens têm código de catálogo — é essa camada, e só ela, que sustenta o valor em R$ por item exibido acima. O restante compara por descrição idêntica e serve à segunda leitura, não à manchete.

Comparar Iguaraçu com um município par →

para levar ao despacho

A ordem de grandeza, nos dois lados da conta.

R$ 259,8 mil
sobrepreço mensurável em itens comprados · compras: últimos 24 meses (PNCP, desde 2021) · despesa: último exercício declarado (SICONFI)
R$ 12 mil
custo anual do contrato, a partir de · empenho ou boleto

O que foi medido neste ente é da ordem de 21× o custo anual de medir.

⚠ Diferença medida contra a mediana dos pares não é economia garantida — é onde olhar primeiro. O valor acima é de uma única medição; recortes diferentes não se somam. Quanto disso vira corte depende da revisão caso a caso.

Como o seu órgão contrata: kit de contratação direta · método em /metodologia

anual a partir de R$ 12.000/ano · empenho ou boleto

o que fazer segunda-feira

Semana 1 — entenda o ponto de partida

  1. Leia este relatório com o seu secretariadoMarque uma reunião de uma hora com os secretários de Fazenda, Administração e das áreas apontadas neste laudo. Leiam juntos a seção “onde rever primeiro”. Ninguém precisa entender de estatística: cada número diz de onde veio.
  2. Confira os números no seu próprio sistemaPeça ao setor de contabilidade para comparar os valores deste laudo com os empenhos e liquidações do seu sistema interno. Este relatório usa o que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional e o que publicou no portal nacional de compras — os números têm de bater.
  3. Nomeie um responsável pelo planoEscolha uma pessoa — em geral o controlador interno ou o secretário de Fazenda — para ser o dono destes 20 passos, com autoridade para pedir documento a qualquer secretaria e prazo para reportar a você.
  4. Separe o que é preço do que é quantidadePara cada área apontada, faça uma pergunta simples: estamos pagando caro demais por unidade, ou comprando unidades demais? O tratamento é diferente — preço se renegocia, quantidade se redimensiona.

Ver o plano completo de 20 passos, fase por fase →

comece por aqui

Os 9 pontos mais claros, pelos maiores valores.

Ordenado por clareza da conferência e, dentro dela, pelo valor: primeiro o que um ofício de 10 minutos resolve (sanção vigente, contrato vencido em aberto), depois o que pede leitura da justificativa. Cada linha é um indício sobre dado público — a conferência e a decisão são suas.

#O que conferirsinalValor
1REGISTRO DE PREÇOS PARA A FUTURA E EVENTUAL AQUISIÇÃO DE MATERIAIS MÉDICO-HOSPITALARES E KITS DE HIGIENE DENTA
CIRURGICA PRIME LTDA
Conferir a sanção no CEIS e o estado do contrato — se confirmar, a lei já decide sozinha.
sanção vigenteR$ 4.710,00
2REGISTRO DE PREÇOS PARA A FUTURA E EVENTUAL AQUISIÇÃO DE MATERIAIS MÉDICO-HOSPITALARES E KITS DE HIGIENE DENTA
CIRURGICA PRIME LTDA
Conferir a sanção no CEIS e o estado do contrato — se confirmar, a lei já decide sozinha.
sanção vigenteR$ 440,00
3Futura e eventual aquisição de móveis e eletrodomésticos, com entregas sob demanda, destinados a suprir as nec
TECNOBLU COMERCIO DE REFRIGERAÇÃO LTDA
A homologação ocorreu DENTRO da vigência de uma sanção registrada — conferir o alcance da sanção na data e a instrução do processo. (sanção CEIS vigente desde 24/06/2025; homologado em 14/10/2025)
homologado durante sançãoR$ 145.347,50
4Registro de Preços para futura e eventual aquisição de móveis e eletrodomésticos, mediante pregão eletrônico,
TECNOBLU COMERCIO DE REFRIGERAÇÃO LTDA
A homologação ocorreu DENTRO da vigência de uma sanção registrada — conferir o alcance da sanção na data e a instrução do processo. (sanção CEIS vigente desde 24/06/2025; homologado em 14/10/2025)
homologado durante sançãoR$ 134.547,50
5Registro de preços para aquisição futura e parcelada de utensílios de cozinha, com vistas a atender às diversa
BEATRIZ SULZBACH CORNELIUS EIRELI
A homologação ocorreu DENTRO da vigência de uma sanção registrada — conferir o alcance da sanção na data e a instrução do processo. (sanção CEIS vigente desde 15/05/2025; homologado em 26/09/2025)
homologado durante sançãoR$ 61.300,00
6REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO FUTURA E PARCELADA DE UTENSÍLIOS DE COZINHA, COM VISTAS A ATENDER ÀS DIVER
BEATRIZ SULZBACH CORNELIUS EIRELI
A homologação ocorreu DENTRO da vigência de uma sanção registrada — conferir o alcance da sanção na data e a instrução do processo. (sanção CEIS vigente desde 15/05/2025; homologado em 26/09/2025)
homologado durante sançãoR$ 53.890,00
7Registro de preços para futura e eventual aquisição de aparelhos de ar-condicionado e cortinas de ar destinado
COMERCIAL APP COMERCIO DE ELETRODOMESTICOS LTDA
A homologação ocorreu DENTRO da vigência de uma sanção registrada — conferir o alcance da sanção na data e a instrução do processo. (sanção CEIS vigente desde 28/08/2024; homologado em 23/10/2025)
homologado durante sançãoR$ 50.099,04
8Pavimentação asfáltica de vias urbanas em CBUQ, com área de 25.671,59 m2, incluindo serviços preliminares, ter
Nenhum dos 301 municípios pares (PR, porte pequeno) apresenta contratação de pavimentação asfáltica em escala comparável — as compras similares encontradas foram obras pontuais (pontes, barracão, revitalização de trecho) com valores até 20 vezes menores. Recomenda-se documentar a justificativa técnica e de demanda para esta obra de grande envergadura. · parecer indicativo por IA, confiança 72%
sem paralelo entre paresR$ 7.237.484,32
9Pavimentação asfáltica de vias urbanas em CBUQ, com área de 25.671,59 m2, incluindo serviços preliminares, ter
O objeto de pavimentação asfáltica está alinhado com o tipo de compra dos pares, mas o valor de R$ 7,2 milhões para 25.671 m² é significativamente inferior ao padrão observado: pares contratam áreas entre 108 mil e 159 mil m² por R$ 26 a 40 milhões, resultando em custo unitário de R$ 176-263/m², enquanto Iguaraçu apresenta R$ 281/m². Recomenda-se revisar se o escopo realmente inclui todos os itens descritos ou se há justificativa para a menor abrangência. · parecer indicativo por IA, confiança 72%
escala atípicaR$ 7.208.000,00

Indício estatístico sobre dado público — não é acusação; a apuração cabe ao gestor e aos órgãos de controle. Linhas marcadas como parecer por IA comparam a contratação com municípios do mesmo estado e porte e são indicativas: a justificativa administrativa prevalece. Esta seção é dinâmica e NÃO integra o bloco canônico do certificado do laudo (o hash cobre o resumo e os achados persistidos).

segunda leitura — por descrição idêntica
sobrepreço em itens SEM código de catálogo
R$ 819,4 mil
R$ 819.380,58

Comparação entre itens de descrição idêntica e mesma unidade de fornecimento, contra a mediana nacional de cada grupo nos últimos 24 meses. Existe porque o código de catálogo cobre uma fatia mínima das compras: sem esta via, quase nenhum município teria sobrepreço mensurável — e ausência de medição seria lida como ausência de problema.

  • 865 itens comparados · 391 acima da mediana do seu grupo · 344 grupos de descrição+unidade
  • indício mais fraco que a comparação por código: descrição é semelhança, código é identidade

⚠ Não some este valor com os do resumo acima. São leituras de força diferente sobre recortes diferentes; um total único apresentaria a evidência fraca com o peso da forte.

segunda régua: municípios de receita parecida

Comparado com quem arrecada o mesmo, ainda gasta mais.

A comparação por população sozinha é injusta nos dois sentidos: penaliza quem arrecada pouco e passa pano em quem arrecada muito. Aqui o grupo de comparação são 934 municípios do mesmo porte E da mesma faixa de arrecadação por habitante — este ente está em o terceiro quarto em arrecadação por habitante.

gasto por habitante aqui
R$ 8.935,67
mediana do grupo comparável
R$ 8.764,50
934 municípios · exercício 2025
posição no grupo
percentil 1
gasta menos que 99% do grupo

A diferença é de R$ 171,17 por habitante por ano em relação à mediana do grupo — o que dá R$ 974.471,00 no total. Isso não é irregularidade: é a diferença entre este ente e municípios que arrecadam o mesmo. Serve para escolher onde olhar, não para acusar.

capacidade de pagamento (CAPAG) · nota oficial do Tesouro Nacional
nota CAPAG · ano-base 2026
sem nota
o município não entregou dado suficiente para o Tesouro avaliar — isso também é um sinal
os três indicadores que compõem a nota
endividamento: A
poupança corrente: B
liquidez:
por que isto está no laudo

A nota é apurada e publicada pelo Tesouro Nacional (Capacidade de Pagamento de Municípios) — não é cálculo nosso. Contrato acima da referência pesa diferente em quem tem folga fiscal e em quem não tem: a nota diz em qual dos dois casos este município está.

termômetro FPM · repasse real da União (jul/2026)
R$ 1.620.431,93
recebido no mês
+9,5%
vs jul/2025 (nominal)
0,6%
últimos 11 meses vs 11 anteriores

Repasse estável ou em alta é a janela boa para executar cortes sem pressão de caixa. Valores nominais, repasse efetivo registrado pela STN (não o declarado pelo ente); FPM líquido, sem a parcela retida para o FUNDEB.

trajetória contra os pares

Este município melhorou contra os pares.

67
2022
56
2023
65
2024
52
2025
-13
variação 20242025

Percentil 52 significa gastar mais que 52% dos 281 municípios comparáveis em 2025. De 2024 para 2025, o gasto por morador daqui caiu 0,0% (nominal), enquanto a mediana dos pares subiu 13,2% — é essa diferença, não um número isolado, que diz se a mudança de posição foi mérito próprio ou efeito do grupo se mover.

Gasto liquidado por morador (SICONFI) vs municípios da mesma UF e porte, exercício a exercício. Último ponto: R$ 8.935,67/hab. aqui vs R$ 8.798,26/hab. na mediana dos pares.

por onde começar

Os 10 itens que mais explicam a diferença.

Poucos itens concentram a maior parte do excesso mensurável. Esta lista usa exatamente a mesma régua da medição por descrição (grupo externo, 3 guardas, teto por item) — é o mesmo número do laudo, aberto item a item.

#Item (descrição publicada)Seu preço medianoMediana externaDiferença total
1Dieta infantil
Litro · 45 compras suas · grupo externo de 274
R$ 62,50R$ 54,50R$ 199.550,56
2Colher descartável
Unidade · 47 compras suas · grupo externo de 103
R$ 18,79R$ 6,34R$ 146.719,30
3Arroz Beneficiado
Embalagem 5,00 KG · 3 compras suas · grupo externo de 594
R$ 123,00R$ 18,70R$ 52.150,00
4Urna Mortuária
Unidade · 11 compras suas · grupo externo de 347
R$ 381,00R$ 642,00R$ 40.358,00
5Bolsa esportiva
Unidade · 61 compras suas · grupo externo de 141
R$ 74,80R$ 69,90R$ 29.501,38
6Armação de óculos
Unidade · 7 compras suas · grupo externo de 182
R$ 199,50R$ 90,00R$ 19.535,00
7serviço de castração padrão veterinário
UNIDADE · 8 compras suas · grupo externo de 35
R$ 347,50R$ 304,99R$ 19.441,80
8Carne suína in natura
Quilograma · 4 compras suas · grupo externo de 851
R$ 25,40R$ 19,39R$ 18.421,00
9Serviços de Manutenção de Impressoras, Copiadoras, Plotter e Scanners
UNIDADE · 11 compras suas · grupo externo de 174
R$ 419,00R$ 278,33R$ 17.738,19
10Bateria Automotiva
Unidade · 6 compras suas · grupo externo de 716
R$ 452,50R$ 475,00R$ 17.145,00

Juntos, estes itens somam R$ 560.560,23de diferença contra a mediana dos outros entes. "(piso)" marca item cuja contribuição bateu no teto de R$ 10 mi por linha — o valor real pode ser maior, nunca menor.

você contra você mesmo

O mesmo item, pago com preços muito diferentes — pelo próprio ente.

Aqui não há comparação com ninguém de fora: são compras do próprio município, do mesmo item com a mesma unidade, nos últimos 24 meses. Quando o mesmo produto sai por preços muito diferentes, a recomendação natural é centralizar a compra e usar o próprio histórico como teto.

#ItemFaixa paga (p10–p90)RazãoSobra ao seu preço bom
1Material Pedagógico
Unidade · 243 compras
R$ 1,92R$ 79,6041,5×R$ 754.651,74
2Locação / Montagem / Desmontagem de Stands e Projetos em Feiras e Exposições
UNIDADE · 24 compras
R$ 214,80R$ 11.870,0055,3×R$ 696.611,25
3Móvel Multiuso
Unidade · 83 compras
R$ 245,05R$ 2.843,2611,6×R$ 579.468,90
4Material Hospitalar
Unidade · 314 compras
R$ 0,80R$ 119,69149,6× *R$ 497.589,92
5Dieta infantil
Litro · 45 compras
R$ 23,10R$ 127,665,5×R$ 293.526,06
6Cabo elétrico controle
Unidade · 130 compras
R$ 2,90R$ 146,8650,6×R$ 281.326,79
7Utensílio doméstico
Unidade · 132 compras
R$ 3,50R$ 95,8127,4×R$ 242.870,10
8Pneu Veículo Automotivo
Unidade · 19 compras
R$ 243,00R$ 2.200,009,1×R$ 208.027,75
9Uniforme Profissional
Unidade · 63 compras
R$ 17,72R$ 140,007,9×R$ 184.039,78
10Ar Condicionado - Defletor
Unidade · 10 compras
R$ 641,00R$ 5.304,138,3×R$ 182.792,91

"Sobra ao seu preço bom" = quanto teria sobrado se todas as compras do item saíssem pelo preço do seu quartil mais barato (p25), com teto de R$ 10 mi por item. Total dos 10: R$ 3.920.905,20. Grupos com razão acima de 1.000× ficam de fora — a experiência mostra que isso é unidade de venda trocada (caixa × unidade), não dispersão real.* razão desta ordem costuma indicar descrição genérica (uma "rubrica" agrupando serviços diferentes sob o mesmo texto) — trate como convite a padronizar a descrição, não como prova de sobrepreço.

dependência de fornecedor

De quantos fornecedores este município realmente depende.

Somando tudo que a prefeitura contratou nos últimos 24 meses, um único CNPJ concentra 52,1% do total — a mediana dos municípios do país é 25,1%. Concentração alta não é irregularidade: pode ser mercado pequeno ou objeto especializado. É o indício de captura mais fácil de entender, e o convite para olhar de perto quem fornece.

maior fornecedor concentra
52,1%
mediana nacional: 25,1% · acima do limiar de destaque (30%)
fornecedores distintos
120
em 162 contratos (24 meses)
total contratado (24m)
R$ 11.883.179,22
valor de contrato (homologado); > R$ 5 bi excluído
#FornecedorCNPJContratosValor contratado% do ente
1WEILLER CONSTRUÇÃO CIVIL LTDA79.986.949/0001-621R$ 6.192.000,0054,2%
2MOBILE AUTOMOVEIS E SERVICOS LTDA32.951.008/0001-202R$ 490.000,004,3%
3VERSA ENGENHARIA AMBIENTAL LTDA83.073.536/0001-641R$ 409.305,603,6%
4INGA CAMINHOES LTDA23.008.729/0001-001R$ 403.620,003,5%
5JULLIAN L STULP E CIA LTDA - ME23.764.661/0001-991R$ 269.200,002,4%
6FORT ENGENHARIA SOLAR LTDA29.411.076/0001-911R$ 227.990,002%
7ASSOCIAÇÃO DOS ESTUDANTES UNIVERSITARIOS07.918.722/0001-791R$ 190.000,001,7%
8MAZZONI ENGENHARIA LTDA06.199.465/0001-082R$ 114.000,001%
9TRINDADE E SEGATTO SERVICOS MEDICOS S/S20.450.157/0001-261R$ 108.000,000,9%
10A.P.A.E80.612.815/0001-601R$ 100.000,000,9%

Base: contratos com fornecedor identificado (CNPJ/CPF), vigência iniciada nos últimos 24 meses, valor de contrato até R$ 5 bi (acima disso é lixo de digitação do PNCP e não entra na soma). Só entes com ≥5 fornecedores distintos. Comparação com WEILLER CONSTRUÇÃO CIVIL LTDA é um retrato de concentração, não juízo sobre a contratação.

histórico deste laudo

Este documento tem versão — e a trilha é pública.

Cada regeneração do laudo cria uma versão nova; a publicada é sempre a mais recente que passou nas regras de publicação. A trilha fica visível porque método aberto vale também para os nossos próprios erros e correções.

VersãoGerada emStatusSituação
v1821/08/2026okpublicada (é a que você está lendo)
v1721/08/2026oksubstituída
v1621/08/2026oksubstituída
como este município publica

Nota de transparência: C

Esta nota mede a QUALIDADE DA PUBLICAÇÃO, não a qualidade do gasto. Ela existe porque as duas se confundem: um município que aparece com pouca diferença medida pode estar comprando bem — ou pode simplesmente não estar publicando o suficiente para ser medido. Este publica pela metade: parte do gasto não é comparável com o de ninguém.

O que se medeAquiMediana do paísPor que importa
Certames com resultado publicado71,5%55,0%sem resultado não existe preço pago, e o gasto real fica invisível
Itens com código de catálogo0,0%0,0%é o código que permite comparar o preço deste item com o de outros entes
Certames com valor estimado98,8%97,7%sem estimativa não dá para saber se o preço final ficou colado no teto
Publicados em até 30 dias79,8%97,5%publicar tarde cumpre a lei sem entregar transparência

Base: 505 certames e 10.599 itens publicados nos últimos 24 meses. Posição 1.991ª entre 5.070 municípios com base suficiente para receber nota (mínimo de 20 certames no período). A nota é a média simples das quatro dimensões acima — cada uma vale o mesmo, e a fórmula está aberta para quem quiser refazer a conta.

como ler este relatório

Este relatório compara o que Iguaraçu paga com o que pagam cidades do mesmo estado e de tamanho parecido, usando apenas dados públicos oficiais: as compras publicadas no portal nacional (desde 2021) e as contas que a própria prefeitura declara ao Tesouro Nacional. A lógica é simples: quando duas cidades parecidas compram a mesma coisa e uma paga mais, essa diferença merece explicação — às vezes ela tem motivo legítimo, às vezes é dinheiro que pode voltar. Este plano não acusa ninguém: ele mostra onde olhar, em que ordem, e o que fazer em cada parada. Os 20 passos abaixo foram pensados para caber na rotina de uma prefeitura real — começam no que dá para fazer nesta semana, sem contratar consultoria.

onde rever primeiro

O que parar, diminuir ou renegociar — e por quê.

1º

Os contratos de Saúde

R$ 4,9 mi

Por quê: em Saúde, a sua cidade gasta R$ 2.816,64 por morador, enquanto metade das cidades parecidas gasta até R$ 1.928,54 por morador — de cada 10 cidades parecidas com a sua, a sua gasta mais que 9. A diferença soma R$ 4.865.052 no ano.

O que fazer: Diminua ou renegocie: antes de renovar qualquer contrato de Saúde, compare o preço com o que outras cidades pagam pelo mesmo serviço. Se o fornecedor não acompanhar a referência, abra nova contratação usando essa referência como preço máximo.

2º

Os contratos de Saneamento

R$ 4,4 mi

Por quê: em Saneamento, a sua cidade gasta R$ 891,78 por morador, enquanto metade das cidades parecidas gasta até R$ 83,93 por morador — entre as cidades parecidas com a sua, a sua está entre as que mais gastam. A diferença soma R$ 4.425.406 no ano.

O que fazer: Diminua ou renegocie: antes de renovar qualquer contrato de Saneamento, compare o preço com o que outras cidades pagam pelo mesmo serviço. Se o fornecedor não acompanhar a referência, abra nova contratação usando essa referência como preço máximo.

3º

Os contratos de Administração

R$ 3 mi

Por quê: em Administração, a sua cidade gasta R$ 1.453,44 por morador, enquanto metade das cidades parecidas gasta até R$ 911,98 por morador — de cada 10 cidades parecidas com a sua, a sua gasta mais que 8. A diferença soma R$ 2.966.118 no ano.

O que fazer: Diminua ou renegocie: antes de renovar qualquer contrato de Administração, compare o preço com o que outras cidades pagam pelo mesmo serviço. Se o fornecedor não acompanhar a referência, abra nova contratação usando essa referência como preço máximo.

4º

Os contratos de Urbanismo

R$ 2,5 mi

Por quê: em Urbanismo, a sua cidade gasta R$ 1.418,54 por morador, enquanto metade das cidades parecidas gasta até R$ 969,73 por morador — de cada 10 cidades parecidas com a sua, a sua gasta mais que 7. A diferença soma R$ 2.458.564 no ano.

O que fazer: Diminua ou renegocie: antes de renovar qualquer contrato de Urbanismo, compare o preço com o que outras cidades pagam pelo mesmo serviço. Se o fornecedor não acompanhar a referência, abra nova contratação usando essa referência como preço máximo.

5º

Os contratos de Educação

R$ 2 mi

Por quê: em Educação, a sua cidade gasta R$ 2.025,39 por morador, enquanto metade das cidades parecidas gasta até R$ 1.667,85 por morador — de cada 10 cidades parecidas com a sua, a sua gasta mais que 8. A diferença soma R$ 1.958.609 no ano.

O que fazer: Diminua ou renegocie: antes de renovar qualquer contrato de Educação, compare o preço com o que outras cidades pagam pelo mesmo serviço. Se o fornecedor não acompanhar a referência, abra nova contratação usando essa referência como preço máximo.

plano de ação

20 passos para cortar custo — começando esta semana.

Escrito para quem não é técnico: cada passo diz o que fazer, com quem, e por que importa — com os números de Iguaraçu onde eles entram.

20 passos

Anotação salva só neste navegador — não é dado da plataforma nem registro oficial, não entra em nenhum número deste laudo e não sai na impressão.

Semana 1 — entenda o ponto de partida
1.Leia este relatório com o seu secretariado

Marque uma reunião de uma hora com os secretários de Fazenda, Administração e das áreas apontadas neste laudo. Leiam juntos a seção “onde rever primeiro”. Ninguém precisa entender de estatística: cada número diz de onde veio.

Por quê: porque a diferença medida para Iguaraçu chega a R$ 782.275 — e decisão desse tamanho não se toma sozinho.

2.Confira os números no seu próprio sistema

Peça ao setor de contabilidade para comparar os valores deste laudo com os empenhos e liquidações do seu sistema interno. Este relatório usa o que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional e o que publicou no portal nacional de compras — os números têm de bater.

Por quê: porque você só deve agir sobre número que confirmou. Se algo não bater, o problema pode estar na declaração — e corrigir a declaração também é organizar a casa.

3.Nomeie um responsável pelo plano

Escolha uma pessoa — em geral o controlador interno ou o secretário de Fazenda — para ser o dono destes 20 passos, com autoridade para pedir documento a qualquer secretaria e prazo para reportar a você.

Por quê: porque plano sem dono vira gaveta. Uma pessoa com nome e prazo muda o resultado.

4.Separe o que é preço do que é quantidade

Para cada área apontada, faça uma pergunta simples: estamos pagando caro demais por unidade, ou comprando unidades demais? O tratamento é diferente — preço se renegocia, quantidade se redimensiona.

Por quê: porque cortar quantidade de um serviço essencial por engano causa desabastecimento, e renegociar preço de contrato bem dimensionado é ganho sem dor.

Semanas 2 a 4 — ataque os maiores valores
5.Abra os contratos de Saúde

Peça a lista de todos os contratos vigentes de Saúde, ordenada do maior para o menor valor. Os três primeiros costumam concentrar a maior parte da diferença.

Por quê: porque é onde está a maior diferença de Iguaraçu: R$ 4.865.052 acima do que cidades parecidas gastam.

6.Compare os três maiores contratos com o que outras cidades pagam

Para cada um dos três maiores contratos, procure no banco de preços público quanto outras prefeituras pagam pelo mesmo serviço ou produto. Anote a diferença por unidade.

Por quê: porque o fornecedor sabe o que as outras cidades pagam — e o comprador que não sabe negocia no escuro. Essa informação é pública e é a sua principal arma.

7.Repita o exercício em Saneamento

Faça a mesma abertura de contratos e a mesma comparação na segunda área apontada pelo laudo.

Por quê: porque Saneamento vem logo atrás, com R$ 4.425.406 de diferença medida no ano.

8.Revise os itens comprados acima do preço de referência

A lista de itens que a prefeitura pagou acima do preço de referência nacional está no painel do seu ente. Confira um a um: unidade de fornecimento, quantidade e data. Leve a lista para a próxima reunião com o setor de compras.

Por quê: porque em Iguaraçu essas diferenças somaram R$ 259.790 nos últimos 24 meses.

9.Cobre de volta o que foi pago acima do teto legal de remédio

Uma lista específica de medicamentos tem preço máximo de venda ao governo, fixado por lei. Peça à assessoria jurídica para confrontar cada compra apontada com a tabela oficial da data e cobrar a diferença.

Por quê: porque as compras de Iguaraçu passaram do teto em R$ 7.780 — e valor acima do teto legal é recuperável.

10.Revise os contratos com fornecedores punidos

Há contrato vigente com fornecedor que está na lista pública de empresas punidas. Peça ao jurídico para verificar se a punição alcança o seu contrato e monte um plano de substituição, se for o caso.

Por quê: porque Iguaraçu tem R$ 16.250 em contratos nessa situação — é risco jurídico que pode virar problema com o Tribunal de Contas.

Meses 2 e 3 — mude o jeito de comprar
11.Adote o preço público como referência de toda compra

Determine por escrito ao setor de compras: a primeira fonte de pesquisa de preço passa a ser o que outras prefeituras pagaram pelo mesmo item, e não a cotação com três fornecedores da cidade.

Por quê: porque três fornecedores da mesma cidade cotam o preço da cidade — inclusive quando ele está alto. O preço pago pelo Brasil inteiro é mais difícil de enganar.

12.Junte as compras do ano inteiro num contrato só

Some quanto a prefeitura compra por ano dos itens mais frequentes (alimentos, material de limpeza, combustível...) e faça um registro de preços anual, com entregas parceladas.

Por quê: porque quem compra pouco, várias vezes, paga caro várias vezes. Volume anual atrai fornecedor maior e trava o preço por um ano.

13.Aproveite licitações que outras cidades já fizeram

Antes de abrir uma licitação, verifique se existe ata de registro de preços vigente de outro órgão com o mesmo item por preço menor. Se houver, a lei permite aderir a ela.

Por quê: porque aderir a uma ata é importar o resultado de uma disputa que já aconteceu — sem custo e sem esperar os meses de um processo novo.

14.Procure o consórcio de municípios da sua região

Cidades pequenas pagam caro porque compram pouco. Verifique se a sua região tem consórcio público de compras — a maioria tem, e muitos estão parados. Leve para a primeira compra conjunta os itens de maior valor do seu laudo.

Por quê: porque com 5.693 moradores, Iguaraçu sozinha tem pouco volume para atrair fornecedor grande — junta com as vizinhas, tem.

Daqui em diante — proteja o resultado
15.Nunca renove contrato sem comparar o preço de novo

Crie a regra: nenhum contrato de serviço contínuo (limpeza, transporte, merenda, vigilância...) é renovado sem uma nova comparação com o preço de referência. Renovação automática é onde o preço velho se esconde.

Por quê: porque contrato renovado por anos sem comparação carrega o preço errado para frente — e o reajuste anual multiplica a diferença.

16.Meça o que foi usado, não só o que foi contratado

Para os grandes contratos, compare a quantidade contratada com a quantidade efetivamente usada nos últimos 12 meses. Dimensione o próximo contrato pela execução real.

Por quê: porque parte do custo alto não é preço — é contratar 100 e usar 60. Ajustar o tamanho corta gasto sem tirar serviço de ninguém.

17.Documente cada renegociação

Toda vez que renegociar um preço ou reduzir um escopo, registre no processo: a comparação que motivou, a proposta, a resposta do fornecedor e o resultado. Uma página basta.

Por quê: porque o gestor que documenta se protege perante o Tribunal de Contas — e cria o histórico que faz o próximo fornecedor já chegar com preço melhor.

Institucionalize
18.Releia este laudo a cada atualização

Os números deste relatório são atualizados conforme novas compras e declarações entram nas bases públicas. Volte aqui a cada mês ou dois e veja o que mudou — inclusive se as diferenças da sua cidade caíram.

Por quê: porque o corte de custo não é um evento: é uma rotina. E rotina precisa de medição para continuar.

19.Publique o resultado, com a fonte

Quando uma renegociação der resultado, publique: qual contrato, qual era o preço, qual ficou, e a comparação que sustentou. Sem inflar número — a credibilidade vem do que se pode conferir.

Por quê: porque economia comprovada com fonte é crédito político que ninguém desmente. Número inflado, o primeiro auditor derruba — e leva a confiança junto.

20.Transforme estes passos no checklist permanente de compras

Entregue ao controle interno a versão resumida deste plano: conferir preço público, conferir punição, conferir teto de remédio, comparar antes de renovar, medir execução. Cinco perguntas antes de toda assinatura.

Por quê: porque o objetivo não é um mutirão de corte — é a prefeitura nunca mais comprar no escuro. O método fica, mesmo quando o gestor muda.

Plano redigido por Claude Fable 5 (Anthropic): estrutura e texto de autoria do modelo, preenchidos com os números medidos deste município. Nenhum número foi gerado por IA — todos vêm das bases públicas citadas, e cada um pode ser conferido na fonte.

o que fazer

8 caminhos para cortar, do mais fácil ao mais trabalhoso.

Cada solução existe na lei brasileira hoje — nenhuma depende de mudança normativa. O esforço e o prazo são os reais, não os otimistas.

esforço baixoimediato, no próximo processoachado de R$ 259,8 mil

Trocar a cotação com três fornecedores por pesquisa no banco de preços público

Cotação com três fornecedores do mesmo mercado local reproduz o preço local — inclusive quando ele está alto. A pesquisa em banco de preços públicos usa o que outros entes efetivamente pagaram pelo mesmo item.

por que para este ente: o preço pago está acima da mediana do mesmo item — a referência de pesquisa é o lever mais direto
  1. Adote como primeira fonte de pesquisa o preço homologado por outros entes para o mesmo código de catálogo.
  2. Registre no processo a mediana, o número de observações e o período consultado.
  3. Use a cotação direta apenas como fonte complementar, quando não houver base pública suficiente.
base legal: Lei 14.133/2021, art. 23 c/c IN SEGES 65/2021 (parâmetros de pesquisa de preços)
atenção: Preço de outro ente pode refletir unidade de fornecimento diferente — conferir a unidade antes de comparar.
esforço baixo30 a 60 diasachado de R$ 259,8 mil

Aderir a uma ata de registro de preços já vigente com preço menor

O preço da ata foi formado numa disputa com demanda agregada de outro ente, normalmente maior que a sua. Aderir importa aquele preço sem repetir o certame — você compra o resultado de uma concorrência que já aconteceu.

por que para este ente: há atas vigentes de outros entes para itens deste perfil, com preço já disputado
  1. Levante as atas vigentes para os itens sinalizados (o banco de preços mostra quem registrou e por quanto).
  2. Confirme com o órgão gerenciador se há saldo e se ele autoriza a adesão.
  3. Compare o preço da ata com o seu preço atual e com a mediana nacional do mesmo item.
  4. Formalize a adesão com a justificativa de vantajosidade instruída pela comparação.
base legal: Lei 14.133/2021, art. 86 (adesão a ata de registro de preços)
atenção: A adesão tem limites de quantidade por aderente e por ata; e a vantajosidade precisa ser demonstrada na data da adesão, não na data do registro.
esforço baixo30 dias para o levantamentoachado de R$ 16,3 mil

Revisar contratos vigentes com fornecedor de sanção ativa

Não é economia — é exposição jurídica. Contrato vigente com empresa sancionada pode ser questionado pelo controle, e o custo de refazer a contratação sob pressão é sempre maior que o de revisá-la agora.

por que para este ente: há contrato vigente com fornecedor de sanção CEIS/CNEP ativa — é risco jurídico a revisar, não economia
  1. Confirme a sanção no CEIS/CNEP e verifique se ela alcança o ente contratante e o objeto.
  2. Havendo alcance, avalie com a assessoria jurídica a continuidade e o plano de substituição.
  3. Inclua a verificação de sanção como etapa obrigatória antes da assinatura e da prorrogação.
base legal: Lei 14.133/2021, art. 156 c/c Lei 12.846/2013 (CEIS/CNEP)
atenção: Sanção tem alcance definido (órgão, ente ou toda a Administração). Rescindir sem verificar o alcance gera passivo.
esforço baixo30 a 90 diasachado de R$ 7,8 mil

Rever compras de medicamento acima do teto legal (rol CAP)

Para os medicamentos do rol CAP, o Preço Máximo de Venda ao Governo é teto obrigatório, não referência. Compra acima do teto é preço a corrigir, e o valor excedente é recuperável.

por que para este ente: há compra de medicamento do rol CAP acima do teto legal, e o excedente é recuperável
  1. Confronte cada compra sinalizada com a tabela CMED vigente na data da compra.
  2. Confirme que o item está no rol CAP — fora dele o teto não se aplica.
  3. Acione a assessoria jurídica para repactuação, glosa ou restituição do excedente.
  4. Inclua a verificação do teto como etapa obrigatória do processo de compra de medicamento.
base legal: Comunicado CMED 6/2013 (PMVG obrigatório no rol CAP) c/c Lei 10.742/2003
atenção: O teto só vale para o rol CAP. Aplicar a lista inteira da CMED como teto produz cobrança indevida ao fornecedor.
esforço médio60 a 180 diasachado de R$ 4,9 mi

Rever o preço dos contratos de execução continuada acima da referência

Contrato de serviço continuado costuma ser reajustado por índice, sem revisão do preço-base. Se o preço-base já entrou acima do mercado, cada reajuste multiplica o erro. A revisão devolve o contrato à referência.

por que para este ente: a diferença está na despesa continuada — contrato vigente é onde o corte se realiza
  1. Liste os contratos vigentes das funções sinalizadas, ordenados por valor.
  2. Compare o preço unitário de cada um com a mediana praticada por entes comparáveis.
  3. Abra negociação formal com o contratado apresentando a comparação.
  4. Não havendo acordo, avalie a não prorrogação e a nova contratação com a referência corrigida.
base legal: Lei 14.133/2021, arts. 124 e 137 (alteração e extinção contratual)
atenção: Revisão unilateral fora das hipóteses legais gera passivo. A negociação precisa ser documentada e fundamentada na comparação.
esforço médiono próximo ciclo contratualachado de R$ 4,9 mi

Revisar o escopo do serviço na função com maior diferença por habitante

Quando o gasto por habitante está muito acima dos pares e o preço unitário está na média, o excesso não está no preço — está na quantidade contratada. Corrigir preço não resolve; corrigir dimensionamento resolve.

por que para este ente: quando o gasto por habitante está acima dos pares, é preciso checar se o excesso é preço ou quantidade
  1. Compare o quantitativo contratado por habitante com o dos municípios pares da mesma função.
  2. Verifique a execução efetiva: quanto do contratado foi realmente utilizado nos últimos 12 meses.
  3. Redimensione o próximo contrato pela execução real, não pelo contrato anterior.
base legal: não há artigo específico — é decisão administrativa de dimensionamento
atenção: Redimensionar para baixo um serviço essencial sem medir a demanda real gera desabastecimento — a medição de execução vem antes do corte.
esforço médio60 a 120 diasachado de R$ 259,8 mil

Agregar a própria demanda anual num registro de preços

Compras partidas ao longo do ano são disputadas por poucos fornecedores locais. Um registro de preços com a demanda anual estimada atrai fornecedor maior e trava o preço unitário por até um ano.

por que para este ente: agregar a demanda anual do próprio ente ataca a causa da compra partida cara
  1. Some a quantidade comprada do item nos últimos 12 meses (o histórico de compras do ente já mostra).
  2. Registre o preço para a quantidade anual, com entregas parceladas conforme a necessidade.
  3. Use a mediana nacional do item como preço máximo aceitável no edital.
base legal: Lei 14.133/2021, art. 82 (sistema de registro de preços)
atenção: Estimativa de quantidade mal feita gera ata subutilizada — e ata vazia desestimula o fornecedor na próxima.
esforço alto6 a 12 meses até a primeira compraachado de R$ 259,8 mil

Comprar em consórcio com municípios vizinhos

Município pequeno compra pouco e por isso paga caro: o fornecedor precifica o custo fixo de atender sobre um volume baixo. Somando a demanda de vizinhos, o mesmo item passa a ser disputado por fornecedores maiores.

por que para este ente: com 5.693 habitantes, o volume isolado do ente é pequeno demais para atrair fornecedor grande
  1. Identifique os municípios da microrregião que compram os mesmos itens (a comparação por pares mostra quem são).
  2. Verifique se já existe consórcio público na região — a maioria das regiões tem, e muitos estão ociosos.
  3. Leve os 5 itens de maior valor do seu laudo para a primeira compra conjunta, não o catálogo inteiro.
  4. Meça o preço obtido contra o preço que você pagava, e publique o resultado.
base legal: Lei 11.107/2005 (consórcios públicos) c/c Lei 14.133/2021, art. 181
atenção: Consórcio exige rateio e governança; sem um ente que assuma a gestão, a estrutura vira custo sem entregar compra.

O valor ao lado de cada solução é o que foi MEDIDO no achado que a puxou — não é promessa de economia. Quanto disso vira caixa depende da decisão do ente, da negociação e do prazo contratual.

onde está a diferença

8 achados, do maior valor para o menor.

R$ 4,9 miR$ 4.865.052,00· detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Saúde: gasto acima do que os pares gastam na mesma função

Na função Saúde (2024), o ente liquidou R$ 2.816,64 por habitante contra a mediana de R$ 1.928,54 por habitante em 305 municípios pares — percentil 88%. Aplicada a mediana dos pares à população do ente, a diferença é R$ 4.865.052 sobre R$ 15.429.568 liquidados na função.

o que pedir: Peça o detalhamento dos contratos vigentes da função Saúde ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.
a quem: Secretaria responsável pela função Saúde · fonte: SICONFI RREO Anexo 02 — despesa por função · Lei 14.133/2021, art. 23 (pesquisa de preços obrigatória)
R$ 4,4 miR$ 4.425.406,00· detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Saneamento: gasto acima do que os pares gastam na mesma função

Na função Saneamento (2024), o ente liquidou R$ 891,78 por habitante contra a mediana de R$ 83,93 por habitante em 124 municípios pares — percentil 100%. Aplicada a mediana dos pares à população do ente, a diferença é R$ 4.425.406 sobre R$ 4.885.161 liquidados na função.

o que pedir: Peça o detalhamento dos contratos vigentes da função Saneamento ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.
a quem: Secretaria responsável pela função Saneamento · fonte: SICONFI RREO Anexo 02 — despesa por função · Lei 14.133/2021, art. 23 (pesquisa de preços obrigatória)
R$ 3 miR$ 2.966.118,00· detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Administração: gasto acima do que os pares gastam na mesma função

Na função Administração (2024), o ente liquidou R$ 1.453,44 por habitante contra a mediana de R$ 911,98 por habitante em 305 municípios pares — percentil 81%. Aplicada a mediana dos pares à população do ente, a diferença é R$ 2.966.118 sobre R$ 7.961.934 liquidados na função.

o que pedir: Peça o detalhamento dos contratos vigentes da função Administração ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.
a quem: Secretaria responsável pela função Administração · fonte: SICONFI RREO Anexo 02 — despesa por função · Lei 14.133/2021, art. 23 (pesquisa de preços obrigatória)
R$ 2,5 miR$ 2.458.564,00· detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Urbanismo: gasto acima do que os pares gastam na mesma função

Na função Urbanismo (2024), o ente liquidou R$ 1.418,54 por habitante contra a mediana de R$ 969,73 por habitante em 301 municípios pares — percentil 74%. Aplicada a mediana dos pares à população do ente, a diferença é R$ 2.458.564 sobre R$ 7.770.761 liquidados na função.

o que pedir: Peça o detalhamento dos contratos vigentes da função Urbanismo ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.
a quem: Secretaria responsável pela função Urbanismo · fonte: SICONFI RREO Anexo 02 — despesa por função · Lei 14.133/2021, art. 23 (pesquisa de preços obrigatória)
R$ 2 miR$ 1.958.609,00· detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Educação: gasto acima do que os pares gastam na mesma função

Na função Educação (2024), o ente liquidou R$ 2.025,39 por habitante contra a mediana de R$ 1.667,85 por habitante em 305 municípios pares — percentil 78%. Aplicada a mediana dos pares à população do ente, a diferença é R$ 1.958.609 sobre R$ 11.095.099 liquidados na função.

o que pedir: Peça o detalhamento dos contratos vigentes da função Educação ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.
a quem: Secretaria responsável pela função Educação · fonte: SICONFI RREO Anexo 02 — despesa por função · Lei 14.133/2021, art. 23 (pesquisa de preços obrigatória)
R$ 782,3 milR$ 782.275,00

Despesa total acima da mediana dos municípios comparáveis

Em 2025, o ente liquidou R$ 8.935,67 por habitante contra a mediana de R$ 8.798,26 por habitante entre 281 municípios da mesma UF e faixa de população — percentil 52% do grupo. Aplicada a mediana dos pares à população do ente, a diferença é R$ 782.275 sobre uma despesa total de R$ 50.870.776.

o que pedir: Peça à Secretaria de Fazenda a abertura da despesa por função e por elemento, e compare com a mediana dos 281 municípios pares (da mesma UF e faixa de população) usada neste laudo antes de fechar o próximo orçamento.
a quem: Secretaria de Fazenda / Controladoria interna · fonte: SICONFI — Declarações contábeis dos entes (Tesouro Nacional)
R$ 259,8 milR$ 259.790,00

Itens comprados acima da mediana nacional do mesmo item

Somando homologação a homologação, o ente pagou R$ 259.790 acima da mediana nacional do MESMO item (mesmo código de catálogo), nos últimos 24 meses de compras publicadas no PNCP. ATENÇÃO à cobertura: dos 5.600 itens comprados na janela, 96 (2%) têm código comparável — este valor é o MÍNIMO comprovado, não o total: a parte sem código ainda não está medida.

o que pedir: Abra a lista de itens sinalizados, confira a unidade de fornecimento de cada um e use a mediana nacional como referência na próxima pesquisa de preços.
a quem: Setor de compras / pregoeiro · fonte: PNCP — resultados homologados, comparados por código de catálogo · Lei 14.133/2021, art. 23 e IN SEGES 65/2021
R$ 7,8 milR$ 7.779,59

Medicamento comprado acima do teto legal (rol CAP)

3 compra(s) de medicamento do rol CAP acima do Preço Máximo de Venda ao Governo publicado pela CMED, somando R$ 7.780 acima do teto. O teto é obrigatório neste rol.

o que pedir: Confronte cada compra com a tabela CMED vigente na data e verifique com a assessoria jurídica a possibilidade de repactuação ou glosa.
a quem: Secretaria de Saúde / assessoria jurídica · fonte: CMED/ANVISA cruzada com resultados do PNCP · Comunicado CMED 6/2013 — PMVG obrigatório no rol CAP
quem sai da reunião com o quê

Os mesmos achados acima, reagrupados pelo destinatário de cada pedido — a lista que a reunião precisa produzir no fim.

Secretaria responsável pela função Saúde

  • R$ 4,9 miPeça o detalhamento dos contratos vigentes da função Saúde ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Secretaria responsável pela função Saneamento

  • R$ 4,4 miPeça o detalhamento dos contratos vigentes da função Saneamento ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Secretaria responsável pela função Administração

  • R$ 3 miPeça o detalhamento dos contratos vigentes da função Administração ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Secretaria responsável pela função Urbanismo

  • R$ 2,5 miPeça o detalhamento dos contratos vigentes da função Urbanismo ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Secretaria responsável pela função Educação

  • R$ 2 miPeça o detalhamento dos contratos vigentes da função Educação ordenados por valor, e revise os três maiores contra o preço praticado por outros entes no banco de preços.detalhe de onde, dentro da despesa total — não se soma

Secretaria de Fazenda / Controladoria interna

R$ 782,3 milem despesa vs. pares
  • R$ 782,3 milPeça à Secretaria de Fazenda a abertura da despesa por função e por elemento, e compare com a mediana dos 281 municípios pares (da mesma UF e faixa de população) usada neste laudo antes de fechar o próximo orçamento.

Setor de compras / pregoeiro

R$ 259,8 milem sobrepreço em itens
  • R$ 259,8 milAbra a lista de itens sinalizados, confira a unidade de fornecimento de cada um e use a mediana nacional como referência na próxima pesquisa de preços.

Secretaria de Saúde / assessoria jurídica

R$ 7,8 milem acima do teto de medicamento
  • R$ 7,8 milConfronte cada compra com a tabela CMED vigente na data e verifique com a assessoria jurídica a possibilidade de repactuação ou glosa.

Estes números medem recortes SOBREPOSTOS da mesma despesa (o item comprado está dentro da despesa liquidada) e por isso NÃO devem ser somados entre si.

exposição a fornecedor sancionado (indício)
R$ 16,3 mil

valor em contratos dos últimos 24 meses com fornecedor de sanção CEIS/CNEP ativa. É exposição jurídica a revisar — NÃO é somada ao valor em jogo acima.

o que este laudo NÃO cobre
  • só 2% dos 5.600 itens comprados na janela têm código de catálogo comparável — o sobrepreço por item é um piso medido sobre essa fatia, não o total do ente
certificado de integridade
código do laudo25BC-EFB5-ACA9
algoritmoSHA-256
metodologiav1.0.0
versão do laudo18
sha-256: 25bcefb5aca9c79e230a127be7783596e0c4b026258dfa4606a0d5aecf9a8f29
Baixar bloco canônico (.txt)Verificar o hash

Qualquer pessoa baixa o bloco, recalcula o SHA-256 e confere que este laudo não foi adulterado — sem depender de nós. O hash cobre os fatos medidos (os números por família, o período e a lista de achados); o texto explicativo e a data de emissão ficam fora, como manda o método em /verificar.

certificado de método — Iguaraçu/PR

Como cada número deste laudo foi medido: a régua, o denominador e a data-base, família a família. As famílias medem recortes que se sobrepõem e nunca se somam — um total único seria número inflado. Indício estatístico sobre dados públicos, não acusação.

famíliafonteréguadenominadordata-base
Despesa vs paresSICONFI (despesa paga) × população IBGEpago per capita vs mediana per capita dos pares — mesma UF e faixa de porte281 pares · população 5.693exercício 2025
Excesso por funçãoSICONFI RREO Anexo 02liquidada per capita por função vs mediana per capita dos pares na MESMA função9 funções com par comparávelexercício 2024
Sinais nas comprasPNCP · CEIS/CNEP · CMED (rol CAP)sobrepreço item a item vs preço de referência; sanção vigente; teto legal PMVG4 sinais distintosacervo de compras do ente (24 meses)
Pessoal × LRFRGF Anexo 01 — declaração do próprio enteDTP como % da RCL vs os limites que o PRÓPRIO RGF declara (alerta · prudencial · máximo)308 pares (mediana de contexto)2º semestre de 2024

Cobertura da medição de compras: o sobrepreço por item é medido sobre 2.523 de 5.600 itens dos últimos 24 meses — só a fatia com par comparável entra na conta. O resto não está medido, o que não significa que esteja regular.

O que a base não cobre para este ente: só 2% dos 5.600 itens comprados na janela têm código de catálogo comparável — o sobrepreço por item é um piso medido sobre essa fatia, não o total do ente

código do laudo: 25BC-EFB5-ACA9 · versão 18 · gerado em 2026-08-21 · deterministico
sha-256: 25bcefb5aca9c79e230a127be7783596e0c4b026258dfa4606a0d5aecf9a8f29
SQL vivo e método completo na metodologia · verificação independente em /verificar

dados ingeridos até 04/09/2026 · termômetro

Laudo gerado em 21/08/2026 (versão 18) sobre dado público: compras do PNCP desde 2021 e despesa declarada ao SICONFI. Método aberto em /metodologia · cobertura em /cobertura · frescor da coleta em /status. Superfície pública só de pessoa jurídica.

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